As emocionantes aventuras de um sysadmin linux na procura pelo uptime perfeito!

Seja o interpretador

Posted: fevereiro 27th, 2006 | Author: coredump | Filed under: Programação | Tags: , ,

Eu estou, novamente, fazendo faculdade. Imagino que essa eu vá finalmente ir até o fim. É um curso de tecnologia na área de InfoSec, então deve ser divertido.

Claro, existem os problemas… O curso é considerado mais um ‘curso na área de TI’ pela faculdade, então temos uma boa dose de programação e redes. Bem, já cansei de dizer, mas segurança da informação é 80% administração e 20% tecnologia! Mas deixa para lá, existem especializações e no momento, eu preciso de um superior.

Denovo, passo pela famosa matéria de lógica de programação. Não que eu tenha problemas com a mesma, mas é que eu sou um numa sala com 50 pessoas. É como se eu assistisse por um vidro as vezes que os alunos novatos tem problemas em pegar conceitos básicos de lógica (em pascal), parece coisa de outro mundo para mim. Andei pensando nisso e cheguei a essa conclusão meio Zen: você tem de se tornar o interpretador. Lembra daquele lance, “não use a espada, seja a espada…”?

Expandindo esse conceito, vejamos: programação é um script, uma receita que vai ser seguida pelo interpretador (computador) e executar alguma coisa que pedimos. Esse interpretador não tem 10% da capacidade cognitiva de um cérebro normal, afinal de contas ele tem um número limitado de instruções. Para ser o interpretador, você tem de parar de usar a imaginação. Hehe, frase complexa essa aí.
Parar de usar a imaginação quer dizer parar de deduzir, parar de usar toda a capacidade do seu cérebro, você tem de pensar como a máquina. Isso vale para qualquer linguagem, mais para umas que para outras. É coisa básica: em pascal, você não pode usar uma variável antes de declará-la, nem colocar texto numa variável declarada como número. Quando a pessoa deduz demais, ela atribui uma inteligência inexistente ao computador, a pessoa pensa “mas é óbvio que se eu estou usando a variável ela tem de existir”, e acaba errando.

Então, temos de exercitar esse ‘emburrecimento’ para que a mente fique treinada e consiga entender a lógica que rege todo esse processo, essa leitura linha a linha e a memória curta de um computador. Com o tempo, você consegue passar do Altamente Imaginativo que é necessário para DESENHAR e PROJETAR um programa para a tarefa burra e automatizada que é ESCREVER o programa.

Programar é como qualquer outra habilidade normal. É treino, não é um poder mágico nem dom nem nada. Passei anos da minha vida achando que era um dom, mas no final das contas é só treino. É como trigonometria, desde que você tenha o desenho e saiba as regras, é só dançar conforme a música.

;)

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