As emocionantes aventuras de um sysadmin linux na procura pelo uptime perfeito!

Burning Crusade: Forçando o balance na marra.

Posted: janeiro 18th, 2007 | Author: coredump | Filed under: Gaming | Tags: ,

Desde os tempos iniciais de World of Warcraft, toda a discussão tinha se baseado na dicotomia do cenário: de um lado, a Horda. Ex-controlada por demônios com suas raças tribais e de tradições shamanistas. Do outro, a Aliança com seus humanos de motivação míope e seus fanáticos Paladinos.

Isso se mostrou no desenho das raças e personagens também. As cidades da Horda são basicamente tribos ou assentamentos comparadas as obras de engenharia anã e élfica das cidades da Aliança. Até o cabelereiro da Horda é ruim, na verdade, visto que as opções de escolha de cabelo para os personagens na hora da criação é lamentável.

O que a Blizzard não esperava era que isso fosse causar tanta desigualdade entre as duas facções. Em alguns realms (é como o WoW chama seus múltiplos servidores), a proporção chega a ser 80% dos jogadores na Aliança e 20% na Horda. E isso causa alguns probleminhas, principalmente no Player versus Player (PvP).

Como resolver isso? Bom, a Blizzard criou duas raças novas na expansão (The Burning Crusade, lançada dia 16 de janeiro), os Draenei e os Blood Elfs. A minha opinião é que eles pediram para os times de desenho de personagem criarem as novas raças para suas respectivas facções e depois simplesmente inverteram o resultado. Ou seja, a raça com a cidade bem desenhada e bons cabelereiros acabou na Horda! Isso resultou em:

  • A Horda agora tem Elfos. Tem de se viver com isso. Por mais que sejam uns elfos meio malucos, continuam sendo insuportáveis elfos.
  • A Aliança agora tem uma raça desengonçada, feia e gigante. E isso é bom. Era dureza ter de escolher entre 4 raças, uma menor que a outra (sendo que gnome não podia ser levado a sério).
  • A Horda agora tem Paladinos.
  • A Aliança agora tem Shamans.

Assim, a Blizzard espera que mais pessoas vão para a Horda, jogar com seus elfinhos paladinos, eventualmente estabilizando a população dos realms.

Ontem a noite eu instalei a expansão e criei personagens nas novas raças, minhas impressões:

  • Draenei:
    • A cidade deles é o local de um acidente com uma nave extraplanar. Nada podia ser mais feio que uma plain crash.
    • As fêmeas draenei são mais desengonçadas que as anãs, o que me fez desistir de criar um personagem sério com elas.
    • Draenei são tão altos quanto Tauren. Vai ser interessante nos Battlegrounds.
    • Por algum motivo bizarro, eles tem uma cultura misturada de Índia com Rússia.
  • Blood Elfs:
    • As fêmeas Blood Elfs são lindas. Não existe combinação na hora de criar personagem que faça elas ficarem feias.
    • Os machos Blood Elfs parecem personagens de Anime.
    • A área dos Blood Elfs é soturna e muito bem desenhada. Cheio de detalhes como vassourinhas que varrem sozinhas o chão, coisinhas mágicas aleatórias.
    • As danças (/dance) de ambos os sexos são muito engraçadas.

Agora eu estou esperando chegar no nivel mínimo para entrar para a área nova da expansão, Outlands, onde dizem ter uma cidade realmente neutra e muita, mas muita coisa legal.

Aparentemente esta expansão cataliza os 2 anos que a Blizzard teve pesquisando sua base de jogadores com relação ao que fazer para o jogo ficar melhor, e realmente implementaram suas observações. Um review positivo, até agora.

intel.

tags: world of warcraft, burning crusade, draenei, blood elf

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Guia da Desobediência Virtual

Posted: janeiro 12th, 2007 | Author: coredump | Filed under: desobediência Virtual, Uncategorized | Tags: , , ,

O GDV é um projeto simples, consistindo em gerar e compilar o maior número de artigos e dicas, detalhadas e simples, para todos os interessados em privacidade, segurança e anonimato na Internet.

Pelo mundo a fora, as liberdades que consideramos garantidas na Internet estão sendo ameaçadas e diariamente sequestradas por sistemas jurídicos capengas, grandes corporações, governos autoritários. Leis antigas e não adaptadas às novas tecnologias servem como pretexto para o este ataque, e quase nada nos resta a fazer.

Mas, como bons cidadãos, ainda nos resta a Desobediência. A Desobediência Virtual é apenas um nome para a desobediência civil. Você pode ler mais sobre a Desobediência Civil aqui.
Como?

Todos podem contribuir. Basta deixar um comentário ou enviar via email a colaboração. O plano é o seguinte:

  1. Recebe-se material.
  2. Compila-se o material em um PDF.
  3. Fecha-se uma versão do Guia, com distribuição gratuita.
  4. Volta ao passo 1, aproveitando para revisar antigos materiais.

Ao enviar o material, o link para o original fica aqui e aberto para comentários. Qualquer tipo de material pode ser enviado, desde que tenha alguma relação com os assuntos: privacidade, segurança, anonimato. Isso inclui não apenas guias técnicos mas também modelos de protestos, cartas que podem ser utilizadas em petições, exemplos de protestos e idéias em geral. Ninguém precisa fazer uma greve de fome, mas utilizar blogs para organizar uma manifestação precisa de algum know how. Este guia não tem NADA a ver com invasões, teste de penetração, cracking, virus, etc… É sobre proteger a identidade e não ter a liberdade tolhida por desmandos. Não importa se o assunto já foi enviado, quanto mais material sobre um assunto existir maiores serão as chances de que alguém encontre exatamente o que está procurando.
Importante, se enviar algum material, deixe claro no mesmo que os direitos foram cedidos ou liberados para a utilização, isso pode atrapalhar todo o processo.

Todo o material relacionado a este guia vai ser colocado sob a a categoria Desobediência Virtual.

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A Árvore (atrasado!)

Posted: janeiro 11th, 2007 | Author: coredump | Filed under: Pessoal | Tags:

E então,

Post atrasado FTW. Este post era para ter sido colocado antes do Natal, e estava em rascunho, mas fiquei enrolando pra colocar uma última foto no álbum e acabei não postando. Então, vai agora.

A Árvore

E este ano (2006) minha diginíssima quis dar um ar mais natalino a casa. Chegamos a conclusão que o pequeno merece, de alguma forma, viver um natal divertido e legal até ele ter a chance de decidir se gosta ou não da festa. O primeiro passo era ter uma árvore nova. Grande. Aguardamos e aguardamos até quase o último momento possível, para comprar uma na Feira dos Importados, vulgo Paraguai.
No dia seguinte a Li foi em um supermercado próximo e descobriu que eles estavam fazendo aqueles queimões no estilo não vendemos, então está de graça pra não encalhar o estoque. Num golpe de mestre a Li conseguiu comprar a nova árvore e devolver a anterior. Abaixo a foto e o link para o álbum da montagem da árvore e de como ela ficou no final.
Os enfeites foram feitos por ela em sua maioria também, num approach mais rústico, e o Pedro adorou ficar olhando para a árvore e tentando roubar os vavalos. Desmontamos a árvore na semana passada, e já está guardadinha para ano que vem cuidar de deixar esposa e filho felizes denovo.

From Montagem da Á…

intel

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Usando o Tor e Foxy Proxy para acessar o YouTube

Posted: janeiro 9th, 2007 | Author: coredump | Filed under: Cybermundo, desobediência Virtual, Linux e Open Source, segurança | Tags: , , ,

E então. Pela segunda vez tenho a impressão de que o Brasil está degringolando para um autoritarismo sem pé nem cabeça na internet.
E o pior, desta vez nem é o governo ou grandes corporações como foi da última vez, agora é um “empresário” com advogados demais e inteligência de menos acompanhado da sua namoradinha ofendida que sequestram o acesso ao YouTube de grande parte do país simplesmente porque, literamente, não conseguiram pensar com a cabeça de cima…

Mas felizmente, as pessoas que pensam já tinham uma solução pra isso há algum tempo. A EFF já previa há algum tempo casos como estes e principalmente a necessidade de uma internet anônima. Para isso eles criaram o projeto Tor (The Onion Routing, ou o Roteamento Cebola). Sem entrar em muitos detalhes, o Tor faz com que sua conexão seja feita passando por vários caminhos alternativos pelo mundo inteiro, efetivamente transformando sua conexão numa conexão irreconhecível por IP. Usando o Tor mais uma ferramentinha para o Firefox, acessamos o YouTube numa boa e podemos voltar a assistir ao que importa.

Porque, veja bem, eu nunca me interessei em ficar assistindo ciclicamente o vídeo da supracitada modelo e seu namorado com priapismo… Eu uso o YouTube basicamente para assistir séries famosas como “Ask a Ninja” ou diversos outros vídeos, dos engraçados aos mini-programas, que existem na comunidade. Mas obviamente os responsáveis pelo bloqueio não estão nem aí com isso. Então, sem mais delongas:

  1. Baixe o Tor:
    • Se você usa Linux Debian ou Ubuntu, basta usar o aptitude: aptitude install tor
    • Se você usa algum outro Linux, imagino que o gerenciador de pacotes ou similar de sua distro tenha o pacote tor pronto para ser instalado, é bem popular.
    • Se você usa windows, vá no site do tor e escolha o pacote para baixar. Eu sugiro o “Instável” que vem com o Vidalia. O Vidalia é uma interface gráfica para o Tor para windows.
  2. Instale o Tor:
    • No Linux, depois dos passos acima você deve estar conectado e funcionando. Caso seja necessário (seu firewall é linha dura, sua rede tem alguma diferença), dê uma lida no man tor e altere o torrc.
    • No windows, alguns programinhas vão estar rodando na sua systray ali do lado do relógio. O realmente importante é o Tor. Pode ser que tenha um tal de Privoxy também. Ele é interessante para várias coisas, mas eu não vou usá-lo neste caso porque o objetivo não é anonimato, é só acessar um site. Se a “cebolinha” do Tor ficou verde, você está na rede.
  3. Dê uma checada:
    • No Linux: torctl status vai te dar uma visão geral da conexão.
      Existem vários pacotes para fornecer graficamente o status do Tor,
      escolha o que mais lhe agrada (existe o Vidalia para Linux, usa QT
      então o pessoal do GNOME como eu torce o nariz :P )
    • No Windows: Use o menu do botão direito em cima da “cebolinha” para dar uma olhada
      no log de conexão e no mapa de servidores por onde sua conexão vai
      passar, é divertido. Se quiser ser simpático e tiver uma boa conexão,
      marque a opção para ser um servidor Tor.
  4. Instale o FoxyProxy:
    • Vá na página do Addon FoxyProxy e instale o addon seguindo os meios normais. Eu não preciso dizer como fazer isso, certo?
    • O Firefox vai pedir para reiniciar. Quando ele voltar, vai abrir um assistente para configurar o Tor. Use as seguintes respostas…
      Deseja configurar para usar o Tor? Sim.
      Com ou Sem Privoxy? Sem.
      Porta do Tor. Deixe a padrão e clique Ok.
      DNS através do Tor? Sim.
    • Vai abrir uma janela com algumas opções. Nesta janela criamos uma “regra” para redirecionar o tráfego do site bloqueado pelo Tor, enquanto o resto passa pelo nosso local normal. Faça o seguinte:
      • Clique na entrada “Mail do Google” na lista e peça “Excluir Seleção”.
      • Clique “Adicionar Novo Padrão”.
      • Preencha…
        Nome: YouTube
        Endereço ou Padrão: *youtube.com/*
        Marque “Whitelist”
        Marque “Curingas”
      • Clique Ok.
    • Se você não usa normalmente um proxy para se conectar a internet, está tudo funcionando. Caso contrário, você tem de abrir o menu de configuração do FoxyProxy e configurar o proxy “Default” dele para ser o seu proxy normal de conexão.
  5. Teste. Navegue.
  6. Ao final, a situação deve ser a seguinte:
    • Requisições para qualquer coisa no YouTube devem usar o Tor (que deve estar rodando na sua máquina) para serem completadas.
    • Requisições para outros sites vão passar pelo seu proxy normal ou pela sua conexão sem proxy.

Apenas um detalhe: por mais que eu não concorde com o bloqueio, foi uma ordem judicial que obrigou o mesmo. A ordem judicial foi, aparentemente, mal elaborada e acabou bloqueando o site inteiro, enquanto deveria filtrar apenas o vídeo da infeliz modelo. Mas, de qualquer forma, usem o Tor da forma acima sabendo que atravessar este bloqueio pode ser um crime ou na melhor das hipóteses uma desobediência.

Eu acho que precisamos realmente de uma EFF. Continuo achando. Talvez eu monte uma.

E no mais, cito o A Declaration of Independence of Cyberspace:

In China, Germany, France, Russia, Singapore,
Italy and the United States, you are trying to ward off the virus of
liberty by erecting guard posts at the frontiers of Cyberspace. These
may keep out the contagion for a small time, but they will not work in
a world that will soon be blanketed in bit-bearing media.


Ou, tradução livre:

Na China, Alemanha, França, Russia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando combater o vírus da liberdade construindo guaritas nas fronteiras do Cyberspace. Estas podem manter o contágio longe algum tempo, mas elas não vão funcionar em um mundo que em breve vai ser coberto em bits.


coredump desligando.

tags: tor, eff, youtube, proxy

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Google CodeJam? MathJam na verdade…

Posted: janeiro 3rd, 2007 | Author: coredump | Filed under: Cybermundo, Programação | Tags: ,

Eu até fiz a inscrição para o Google Code Jam Latin America mas depois de dar uma olhada nos problemas disponíveis para treino eu notei que é mais sobre matemática do que código propriamente dito.
Pelo menos os 3 que eu tentei lidavam mais com peripécias matemáticas do que conhecimento de programação de verdade, o meu pensamento foi o tradicional e em que me vale saber codificar isso mesmo?

Meh.

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