As emocionantes aventuras de um sysadmin linux na procura pelo uptime perfeito!

DICA: DemocraKey “camisinha virtual”

Posted: fevereiro 9th, 2007 | Author: coredump | Filed under: desobediência Virtual | Tags: , ,

O DemocraKey é um pacote de softwares portáteis incluindo Firefox, Thunderbird e ClamWin Antivírus, pronto para ser levado em pen-drives e similares.
O Firefox é a versão 2.0 utilizando Tor e Privoxy para manter o anômimato. Compatível com Windows. No site também existem instruções para levar o pacote em um iPod.

Viste o site aqui.

Descoberto via Lifehacker.

No Comments »

Linux counter.

Posted: fevereiro 5th, 2007 | Author: coredump | Filed under: Linux e Open Source | Tags: ,

E então, o pessoal do Linux Counter é gente boa e queimou um pouco de fosfato procurando meu registro que eu não tinha idéia de qual era. Felizmente eles acharam pelo nome e pelo país, e pela época que eu disse que me registrei. Então:

Porque o legal era usar Linux quando se era entusiasta e não usuário… :)

intel.

tags: linux counter

2 Comments »

A licença do Vista ou “seu computador agora é meu”

Posted: fevereiro 2nd, 2007 | Author: coredump | Filed under: Linux e Open Source, segurança | Tags: , ,

Andei lendo sobre o EULA (End User License Agreement ou Termo de Licença para Usuário Final) do Windows Vista [outra análise] [e aqui para advogados] e confesso que se em algum momento eu tive a menor vontade de instalar o mesmo, nem que fosse apenas para testar, essa vontade passou nas primeiras linhas. É praticamente um tratado de Treacherous Computing [pequena animação sobre como Trusted Computing vira Treacherous Computing].

Só para dar um exemplo de coisas que estão no EULA:

  • A Microsoft se reserva o direito de checar periodicamente a legitimidade do software e desabilitar partes do sistema caso isso falhe. “Falhar” inclui não conseguir se comunicar com a Microsoft, aparentemente.
  • O Vista inclui o Windows Defender, um anti-virus/spyware/firewall que pode inclusive “desinstalar programas considerados perigosos”. O “perigosos” é definido pela Microsoft, não pelo usuário, e esse processo também acontece sem aviso, e a Microsoft não se importa com programas não funcionando por causa disso.
  • A Microsoft pede uma revalidação quando você troca algumas partes do Hardware. E trocar de máquina, só uma vez, depois disso já era.
  • A Home Edition não pode ser rodada em uma Virtual Machine, ponto final. As versões Business e Ultimate podem rodar em VM (e são substancialmente mais caras) mas não podem executar nenhum conteúdo protegido como áudio e vídeo enquanto virtualizados.

Isso sem entrar na parte de degradação de qualidade de vídeo e conteúdo de alta qualidade (HDCP), DRM, drivers que tem de ser assinados usando uma tecnologia absurda. Isso só pode ser uma empresa que não tem o menor escrúpulo em ignorar completamente o usuário, o mercado e os desenvolvedores.

E isso tudo exatamente pelo quê? Se ainda fosse por alguma grande mudança de paradigma ou mais performance, mas o OS X ganha de longe, e sobre os efeitos visuais, o Linux está bem a frente, além de ser livre, estável, respeitar o usuário e já ser simples de usar como qualquer outro sistema operacional.

Ou seja: Windows Vista? Não, obrigado.
A máquina é minha, não do sistema operacional.

tags: vista, linux, eula, treacherous computing

2 Comments »

E o Ubuntu me perde como usuário e entusiasta.

Posted: fevereiro 1st, 2007 | Author: coredump | Filed under: Linux e Open Source | Tags: , ,

Quem me conhece deve saber que no último ano eu fiz muito proselitismo do Ubuntu. Debian para servidores, Ubuntu para desktops, eu dizia.

Mas agora a lua de mel acabou. A decisão da distribuição com relação aos binary-only drivers me deixou irremediavelmente frustrado.

Encurtando a história: o Linux pode ter um desktop 3d cheio de firulas e efeitos, mais bonitos que a interface Aero do Windows Vista (na minha opinião). Para isso você precisa de uma placa 3d decente. E drivers que suportem estas placas.
Os drivers que suportam toda essa barafunda são os ignóbeis binary-only (apenas executável). Ou seja, sem fonte, sem informação, um executável completamente desconhecido que você baixa da nVidia ou ATi e coloca na sua máquina. E ainda para de funcionar quando você faz update de certas partes do seu sistema. Nada poderia ser pior para a liberdade e estabilidade do sistema operacional do que depender de drivers que não são documentados e são exclusivamente de uma empresa, eles não são só proprietários, eles são binary-only.

Não entendam mal: existem drivers abertos para estas placas? Existem, com muito trabalho grupos de heróicos desenvolvedores tentam desenvolver drivers para estes hardwares sem o menor apoio das empresas e sem ao menos terem acesso a documentação.

A decisão que me fez abandonar o Ubuntu foi exatamente a resposta errada para a pergunta “Features vs. Freedom” que o Jono fez no link acima. Por mais que eu ache que sacrificar um pouco da liberdade por features seja interessante, desktop 3d não é uma necessidade intrínseca de um sistema. É perfumaria, penteadeira de puta. Existem placas de rede sem fio que usam drivers binary only, mas convenhamos, é uma placa de rede! Sem isso, a máquina fica sem uma funcionalidade importante! Existem algumas placas 3d mais novas que também não são suportadas pelos drivers de código aberto e para estas é indispensável o uso destes drivers binary only.

Mas o Ubuntu resolveu habilitar os drivers binary only por padrão na próxima versão, a Feisty. Não precisava. Eu acompanhei a discussão no Planet Ubuntu e na lista. Existiam alternativas viáveis como fazer uma simples pergunta para o usuário na instalação sobre qual driver usar, explicando o problema dos drivers binary only.

Hmmm. Eu não expliquei o problema né? Bom, além do óbvio – estamos presos a drivers desenvolvidos por empresas que não liberam especificações usando executáveis que não sabemos exatamente o código que contém – existe o poder de mercado. O Ubuntu era uma grande forma de fazer pressão nestas empresas para que elas liberassem suas especificações para que os desenvolvedores fizessem drivers de código aberto mais compatíveis. Mais gente usando estes drivers de código aberto seria igual a mais gente reclamando com as empresas para forçá-los a interagirem com a comunidade.

Mas então, como eu disse, eles podiam ter feito uma simples pergunta na instalação, ou instalar os drivers abertos e fornecer um programa para ser executado depois explicando o problema acima e tal… Mas… bem…

Agora, isso é passado. O Ubuntu desrespeitou os desenvolvedores dos drivers de código aberto, desrespeitou a ideologia do código aberto e desrespeitou minha capacidade de escolher. Eles engrossam o coro (junto com o Fedora linux) de distribuições Linux que dizem para as empresas de hardware: “Sem problemas seus drivers serem fechados, nos vamos usá-los mesmo se for apenas por efeitos bonitinhos“. Enquanto deviam estar no coro “Abra suas especificações e vamos contribuir para drivers de código aberto mais poderosos“.

Isso não é xiitismo, mas mesmo eu não sendo radical eu tenho alguns limites éticos, e desrespeito a desenvolvedor de driver é demais.

Em tempo, a Intel parece estar entrando no mercado de placas de vídeo, e os drivers de código aberto das placas atuais dela são feitos com especificações fornecidas pela própria, assim como placas de rede e sem fio. Mais detalhes neste link. Assim que possível, trocarei minhas placas por Intel. Até porque a ATi (minha preferida) foi comprada pelo lixo de silício da AMD e provavelmente vai perder a qualidade que tinha sobre as horríveis nVidia.

Afinal, vou voltar a usar o Debian no Desktop, o Etch deve sair ainda antes de 2010 e mesmo assim a qualidade do testing é maior do que certas distribuições por ai. E lá eu tenho a opção de instalar os drivers binary only só se eu quiser.

intel.

6 Comments »