Posted: janeiro 29th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Literatura | Tags: new moon, stephenie meyer, twilight
Se você gosta de livros ou mesmo se não gosta e não mora numa caverna, já deve ter ouvido falar do fenômeno Twilight. Uma série de quatro livros escritos por Stephenie Meyer que narra a hisória de Bella Swan, uma adolescente normal, e um triângulo amoroso entre um Vampiro (Edward) e um Lobisomem (Jacob). O primeiro livro da série foi recentemente lançado como filme nos cinemas (ainda se acha em cartaz aqui em Brasília).
Dito isso, saibam que eu não ia inicialmente ler a série. Achei o plot tosco e eu tenho um certo asco natural a literatura young-adult muito melosa. A minha esposa (Li) leu todos os 4, gostou, e eu pedi para ela me contar a história inteira. Quase tive engulhos. Resolvemos assistir o filme e eu achei o filme tão ruim, mas tão ruim, com uma história tão fraca e uns atores tão pebas que eu resolvi ler os livros para conferir se era ruim daquele jeito mesmo ou se foi só uma adaptação feita ‘nas coxas’.
O que eu concluí foi que a adaptação realmente não ficou boa para o cinema. A história tem seus méritos e personagens/partes boas. O que fode tudo é que os personagens bons não são os protagonistas, são os coadjuvantes.
SPOILERS A PARTIR DAQUI, NÃO LEIA SE NÃO QUISER SABER DETALHES DOS DIVERSOS LIVROS
Convenhamos, a Stephenie Meyer falhou ao criar a Bella e o Edward. A Bella é completamente sem sal. Tudo bem que ela devia ser uma “adolescente comum que não chama muito a atenção”, mas as vezes beira ao retardo. Sem contar que, como outros já criticaram, a Stephanie Meyer gasta PARÁGRAFOS para as descrições de como a Bella vê o Edward. Isso mesmo, parágrafos inteiros dela descrevendo como a camisa dele se molda ao corpo, como os olhos dele brilham, como o rosto dele é perfeito… Depois da segunda vez que ela fez isso eu me especializei em pular esses parágrafos. A outra crítica que eu tenho ao personagem Bella é a aparente futilidade de suas escolhas… Mas isso eu reclamo mais na frente.
O Edward. Esse sim me dá nos nervos. Primeiro, porque como eu ja disse eu tenho uma certa ojeriza de personagens vampiros em geral (a não ser que seja a Kate Beckinsale). O Edward me irritou bastante nos três primeiros livros. No quarto livro ele aparece tão pouco (já que eu pulo a maioria dos encontros entre ele e a Bella) que nem me importei. Depois de um certo tempo e conversando com a Li eu cheguei a uma teoria que parece estar correta (e ela concorda comigo): o Edward é na verdade um personagem feminino. A Stephanie Meyer escreveu o Edward como se ele fosse uma mulher: ele é bonito, inteligente, forte, apaixonado, prendado, elegante, etc… Na verdade, se você trocar o nome do Edward para Linda ou Shirley, Twilight se torna um triangulo amoroso com muito mais sentido, e você nem precisa mudar o texto, porque o Edward age como mulher também. Ele é tão irreal que dá para entender o porque de tantas adolescentes serem loucamente apaixonadas pelo personagem.
A irrealidade dele me leva a falar da terceira ponta do triângulo principal de personagems, Jacob. Esse sim é um personagem que parece de verdade, e age como um homem. É fácil de gostar do Jacob porque ele é o personagem que SOFRE e que tem as reações mais parecidas com uma pessoa de verdade. Na verdade, todo o núcleo de personagens que cerca Jacob e as duas alcatéias de Lobisomens parece muito mais terreno e de verdade que o resto dos personagens.
E isso é minha crítica final ao livro. Acho que a autora na tentativa de fazer os Vampiros parecerem seres sobrenaturais tentando viver no “mundo real” acabou fazendo com que eles ficassem aliens DEMAIS, e pra mim eles soam muito deslocados e bidimensionais. Com o nascimento da Renesmee então, tudo degringola pro pior.
No mais, os livros são preguentos, daquele tipo que você não quer parar de ler até chegar no final, mesmo quando a história fica RUIM de doer (como o primeiro capítulo do livro 4, detestável). Eles parecem grandes, mas eles usam uma fonte gigante, eu li os 4 livros em 1 semana ou menos (em inglês, não sei o tamanho deles em português). Aconselho, mas para os garotos/homens que lerem sigam minha dica: pulem o romancinho mela calcinha ou vocês vão detestar.
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Posted: janeiro 22nd, 2009 | Author: coredump | Filed under: segurança | Tags: desenvolvimento seguro, python, segurança
Saiu no site da SANS a lista criada com o consenso entre varios profissionais e empresas do ramo de segurança e desenvolvimento descrevendo os 25 erros de programação mais perigosos para o desenvolvimento seguro. Eu vou traduzir os nomes e informação básicos mas o melhor é ler o artigo na íntegra, em inglês.
Os erros estão separados em três categorias: Interação insegura entre componentes, Gerenciamento arriscado de recursos, Defensas porosas.
Categoria: Interação insegura entre componentes
- Validação Imprópria de Entradas: Entradas que recebem dados e os aceitam mesmo sem certificar que eles são do tipo/formato esperado.
- Codificação ou Escape Impróprios de Saída: Saídas que não são codificadas ou escapadas corretamente são a maior fonte de ataques de injeção de código.
- Falha ao Preservar a Estrutura da Busca SQL (conhecido como Injeção de SQL): Se os atacantes podem influenciar as procuras SQL do seu programa, então eles podem controlar o seu banco de dados.
- Falha ao Preservar a Estrutura do Código da Página (conhecido como “Cross-site Scripting”): Assim como o anterior, se os atacantes podem injetar código ou scripts em sua página, eles podem controlar a página.
- Falha ao Preservar a Estrutura de Comandos do Sistema Operacional: Se você permitir que entradas ilegais sejam passadas para aplicativos do sistema operacional, o atacante pode controlar o servidor.
- Transmissão de Dados Sensíveis em Texto Puro: Senhas, dados de cartão e qualquer informação considerada sensível deve ser criptografada.
- Falsificação de Requisição Entre Sites: Um atacante pode criar uma requisição que é enviada a outro site forjando a origem e fazendo o mesmo partir de um usuário inocente, aproveitando credenciais de autenticação e acessos.
- Condição de Corrida: Atacantes vão sempre procurar por condições de corrida no software para conferir se alguma informação importante não é obtida no processo.
- Vazamento de Informações em Mensagens de Erro: Atacantes vão procurar por mensagens de erro que descrevam mais que o necessário, como nomes de campos SQL, objetos e bibliotecas sendo utilizadas.
Categoria: Gerenciamento arriscado de recursos:
- Falha ao Limitar Operações aos Limites de um Buffer de Memória: O conhecido buffer overflow.
- Controle Externo de Dados Sensíveis: Informações críticas que são mantidas fora de um banco de dados por questões de performance não deviam ser facilmente acessíveis por atacantes.
- Controle Externo de de Caminho ou Nome de Arquivo: Quando você usa dados externos para montar um nome de arquivo ou caminho de gravação, você está se arriscando a ser atacado.
- Caminho de Procura Inseguro: Se o caminho de procura de recursos estiver em algum lugar sob controle de um atacante, bibliotecas ou código pode ser inserido a revelia.
- Falha ao Controlar a Geração de Código: Caso o atacante consiga influenciar a geração de código dinâmico (se geração de código dinâmico for utilizada no programa) ele poderá controlar todo seu código.
- Download de Código sem Verificação de Integridade: Se você executa código obtido por download, você confia na fonte. Atacantes podem aproveitar esta confiança.
- Desligamento ou Liberação Impróprias de Recursos: Arquivos, conexões e classes precisam ser corretamente encerradas.
- Inicialização Imprópria: Dados, bibliotecas e sistemas inicializados incorretamente podem abrir margens para problemas.
- Cálculos Incorretos: Quando o atacante tem algum controle sobre as entradas usadas em operações matemáticas, isso pode gerar vulnerabilidades.
Categoria: Defensas porosas:
- Controle de Acesso Impróprio: Se você não garante que seus usuários estão fazendo apenas o que deviam, os atacantes irão se aproveitar de sua autenticação.
- Uso de um Algoritmo Criptográfico Quebrado ou Vulnerável: Utilização de algoritmos fracos ou comprometidos levam a falhas de criptografia e vulnerabilidades.
- Senha no Código: deixar um usuário e uma senha no próprio código traz inúmeros problemas.
- Permissão de Acesso Insegura para Recurso Crítico: Configurações, arquivos de dados e bancos de dados devem ter suas permissões de acesso protegidas.
- Uso de Valores Insuficientemente Aleatórios: Se você usa tipos de segurança que dependem de aleatoriedade, usar um gerador aleatório insuficiente só vai causar problemas.
- Execução com Privilégios Desnecessários: Se seu programa precisa de privilégios elevados para executar suas funções, ele deve abrir mão destes direitos assim que ele termina de executar as ações que precisavam dos privilégios.
- Aplicação de Segurança do Lado do Servidor pelo Cliente: Atacantes podem usar engenharia reversa em um cliente de software e escrever seus próprios clientes removendo testes e aplicações de segurança.
Algumas coisas foram realmente chatas de traduzir, sinta-se livre para sugerir correções.
intel
PS: Lembre-se sempre “os 25 mais” não quer dizer “os 25 únicos”. Grain of Salt faz bem.
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Posted: janeiro 19th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Pessoal | Tags: classificados, nerdagem, windows
Coloquei teclado e placa de vídeo no ML. Mais especificações no meu post anterior.
Teclado
Placa de Vídeo
intel
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Posted: janeiro 17th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Cybermundo | Tags: classificados, nerdagem, windows
Então. To vendendo meu desktop.
Long story short, o meu desktop sempre foi mais para jogo que para qualquer outra coisa. No trabalho uso Linux e em casa tenho um notebook com Linux também para quando quero fazer algo sério. Montei ela especificamente para Age of Conan (FAIL de 2008) e agora, que eu não jogo mais nada (e o que eu pretendo jogar fica melhor em console que em computador), ficou meio fora de mão.
Configuração da bichinha:
Disso tudo, meus 2 xodós são a placa de vídeo e o teclado. A placa de vídeo porque a 8800 GTS continua sendo uma das vedetes das placas 3D (mesmo depois do lançamento da serie 9000) e o teclado porque 18×3 teclas a mais ajudam demais para jogos.
Então, se alguém tiver interesse de comprar o desktop ou alguma peça específica¹, me manda um email ou deixa um comentário (faça sua proposta!). Sinta-se livre para espalhar a notícia também
intel
¹: Obviamente, se algum engraçadinho quiser comprar só a placa mãe, vai tomar um piparote. Eu não pretendo vender algo que deixe a máquina inutilizada. Quer comprar fonte, teclado e vídeo? Ok. Quer comprar só a memória? Vá procurar uma loja.
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Posted: janeiro 17th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Pessoal | Tags: culinária, oriental, resenhas, restaurante
Essa semana resolvi almoçar em um lugar novo e fancy. Eu e a Li (esposa) resolvemos tentar o Naan Asian Fusion Cuisine. O restaurante fica ali na 412 sul, perto da escola do meu filho, e já estava a meses tentando achar uma oportunidade de conhecer o lugar. Felizmente, eles abrem para o almoço agora, o que facilitou as coisas.

Mesa e decoração do Naan. Imagem do Guia da Semana.
O lugar é bonito, tem uma área atrás com espaço aberto para o gramado da quadra que ajuda bastante a refrescar o ambiente (além de funcionar como área para fumantes…). A decoração do lugar é bem sóbria e bonita, e gostei de ver que mesmo as mesas sendo rústicas (o que eles chamam hoje em dia de móvel de demolição) as cadeiras são de madeira normal e bem confortáveis.
O cardápio se concentra nas culinárias tailandesa e indiana, com alguns pratos que também passem ali pela região próxima (como uma entrada vietnamita). Eles tem uma quantidade razoável de vinhos, refrigerantes e alguns sucos pouco comuns, como gengibre e por ai vai. Pedi um Aluá de “casca de abacaxi, capim santo e gengibre”. Me desculpem os que gostam, mas o treco tem aparência e GOSTO de água suja. Tomei só porque já tinha pago, mas voltei correndo para a coca cola
O cardápio também tem um “medidor” para o nível de pimenta dos pratos, afinal estamos falando de duas culinárias que comem pimenta da mesma forma que comemos sal por aqui… O “medidor” eram imagens de pimentas impressas ao lado do nome do prato. Nenhuma, significava que o prato não tinha pimenta. Uma pimentinha, o prato tinha pimenta mas quase imperceptível, duas pimentinhas a situação já ficava mais apertada e três pimentas era indicado “apenas para iniciados”.
Eu sou meio daredevil quando se fala de pimenta, então escolhi logo o Jungle Curry, um prato feito basicamente com curry, batatas e carne, acompanhado de arroz. A Lilian procurou algo mais conservador no cardápio e achou um Medalhão de Filé com Purê. A apresentação do prato dela foi bem bonitinha, os medalhões em cima de uma “caminha” de rúcula. Já o meu foi bem simples, um chawan com o curry e outro com o arroz.
Ambos gostamos muito da comida, eu suei horrores por causa da pimenta e a Li quase morreu quando experimentou um pedacinho da carne. Mas, por isso mesmo, o prato me ganhou. Para quem gosta de pimenta o Jungle Curry é imperdível.
Eles tem um cardápio degustação que muda todo mês, eu acho, que consiste de duas opções de entrada, dois pratos e (acho) duas sobremesas, que fica R$ 109,00 por pessoa. Existe também um cardápio executivo com um custo bem mais em conta (acho que R$ 29,00) com uma entrada e um prato. Pretendo voltar lá depois para aproveitar esse executivo, quem sabe eu não dou sorte e pego um outro Jungle Curry.
Na fritada dos ovos: boa comida, as entradas podem ser um pouco problemáticas, fique LONGE do Aluá de agua suja e divirta-se com a culinária exótica e picante do lugar.
intel
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