As emocionantes aventuras de um sysadmin linux na procura pelo uptime perfeito!

Programando Androids – Parte 2

Posted: maio 6th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Programação | Tags: ,

android_t1

Ferramentas do SDK:

Uma das coisas que eu realmente gostei no SDK do Android é o fato dele ter uma integração muito boa com o Eclipse. Essa integração é tão boa que se me pedirem para criar um projeto Android na munheca é bem provável que eu ABEND e tenha de RTFM. Eu realmente gosto da praticidade de escolher “New -> Android Project” no Eclipse. Além das ferramentas para o Eclipse, existe um bom número de ferramentas para rodar e debugar aplicações, incluindo um emulador muito simpático e funcional.

Estrutura de um projeto Android:

Uma das coisas mais importantes do projeto Android é o arquivo AndroidManifest.xml, que contém a descrição e as configurações básicas da aplicação. Por exemplo, o arquivo descreve todas as Activities/Intents/etc… incluídas na aplicação, além de configurações sobre segurança e acesso a recursos.

O diretório bin/ é onde o binário da aplicação é armazenado depois de compilado, o diretório src/ contém as fontes do programa, os diretórios res/ e assets/ guardam arquivos (recursos) que sua aplicação utiliza, sendo o assets/ utilizado para arquivos estáticos e o res/ para arquivos que são alterados ou usados dinamicamente e finalmente o diretório libs/ onde são colocados qualquer JAR externo que seja utilizado pela aplicação.

O diretório res/ é bem interessante. Existe uma classe automaticamente gerada pelo build do Android que se chama R.java. Esse R.java mapeia o conteúdo do diretório res/ e seus subdiretórios para variáveis acessíveis no código java. Por exemplo, um ícone que está salvo em res/drawable/icon.png pode ser acessado por:

R.drawable.icon

O diretório res/ tem alguns subdiretórios definidos: res/drawable para imagens, res/layout para os XML definindo o layout das Activities, res/menu guardando os XML definindo os Menus, res/raw para arquivos gerais (um TXT a ser incluído, por exemplo), res/values para strings e outros valores a serem referenciados no código e res/xml para arquivos XML em geral.

Produto compilado:

O produto final da estrutura acima é um arquivo .apk, sem assinatura, que pode ser usado em telefones em modo debug e no emulador, um arquivo com seus recursos (do diretório res/) compactados e o AndroidManifest.xml ali no meio também.
Aplicativos Android tem de ser assinados digitalmente para serem distribuídos, isso é feito com o jarsigner mesmo. A versão de debug é assinada com uma chave especial de debug.

Em tempo: os posts seguem a mesma estrutura do livro “The Busy Coder’s Guide to Android Development“. Ótimo livro para iniciantes. O serviço de assinatura dele é legal, você paga 35 dólares e por um ano tem acesso aos PDF’s de todos os livros e atualizações.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Slashdot
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • TwitThis
  • Identi.ca
  • Twitter

Posts relacionados:

  1. Programando Androids – Parte 3 Continuando com meus posts sobre programação Android, mesmo desanimado pelo...
  2. Programando Androids – Parte 1 Nos últimos dias eu vendi meu HTC Tytn II e...
  3. Programando Androids – Parte 4 Na parte 3 falei sobre o gerenciamento de memória. Também...
  4. Lanterna: mais uma lanterna para telefones Android! English version below. Como eu disse neste post eu comecei...

No Comments »

Leave a Reply