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Tudo que você queria saber sobre a Wave 4 e não tinha a quem perguntar

Posted: outubro 17th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Gaming | Tags: , ,

Wave 4 é uma coisa relacionada aos Xbox 360 “desbloqueados”. Traduzi o post colocado na página do abgx360 tirando as dúvidas.

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Wave 4 E VOCÊ v1.2 by Kushan (traducao por coredump)
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Um guia para n00bs com tudo sobre wave4

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O que é “WAVE 4″
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Um disco normal de Xbox 360 é dividido em várias seções ou “partições”. Uma dessas partições é conhecida como “video partition” (partição de vídeo). Antes de março de 2009 essa partição continha simplesmente um vídeo que tocaria caso você inserisse o DVD em um DVD player normal, o víde simplemente te informava que você era um idiota e devia colocar o DVD num Xbox 360 para jogá-lo.

Uma das formas que a Microsoft tem para detectar que você é um pirata sujo é verificar esse vídeo para ter certeza que ela combina com o que deveria estar no disco, então para te proteger o próprio filme faz uma rápida checagem (checksum) e se o resultado não combina com dados conhecidos de vídeo, não inicializa o disco. De quando em vez esse vídeo é atualizado, com cada mudança sendo chamada “wave” (onda).

Normalmente, atualizações do sistema (atualizações da dashboard) são armazenadas numa parte diferente do disco, ocupando até 8M de espaço, porém em Novembro de 2008 a Microsoft lançou a “NXE”, uma Dashboard completamente nova para o sistema. Junto com a nova dash vieram os Avatares, fazendo o update bem maior (mais ou menos 130M). Isso fez com que o update não coubesse na mesma área que os updates eram colocados anteriormente, forçando os mesmos a serem colocados dentro da partição de vídeo. Essa foi a chamada “wave 3″ e chegou por volta de março de 2009.

Como a Microsoft agora distribui as atualizações da Dashboard na mesma partição, cada vez que o 360 é atualizado iremos ver uma nova “wave” alguns meses depois. Aconteceu uma atualização em agosto de 2009 que agora está sendo distribuída com os últimos jogos. Essa é conhecida como “wave 4″. É idêntica a Wave 3, exceto que a partição de vídeo contém a atualização de agosto de 2009. O primeiro jogo conhecido dessa wave foi o Cars Race-o-rama.

Agora, é importante lembrar que o iXtreme foi desenhado para PROTEGER você e parte dessa proteção é o teste da “partição de vídeo”. Quando essa partição muda, o firmware não sabe se é uma nova “wave” ou se é uma cópia ruim (bad rip) e então não vai inicializar.

Quando a wave 3 chegou, iXtreme 1.51 foi rapidamente liberado para resolver esse problema. Foi um conserto temporário, o firmware simplesmente parou de fazer o teste da partição de vídeo e com isso rodava qualquer wave, incluindo a wave 4 e superiores.

Isso, porém, é “inseguro”. Se o disco está bem, então você vai estar bem, mas se a partição de vídeo tem alguma inconsistência, iXtreme 1.51 vai continuar inicializando o jogo e portanto pode ser detectado pela Microsoft e banido. Também não ajuda o fato de algumas pessoas idiotas e impacientes terem decidido remendar jogos Wave 3 com os dados da partição de vídeo Wave 2 para fazer o iXtreme 1.5 ou mais baixo funcionar. Essa é uma grande forma de fazer você ser banido e por isso o iXtreme 1.6 foi criado.

o iXtreme 1.6 só vai inicializar jogos que tem uma partição de vídeo CORRETA, até (e incluindo) a wave 3. Isso quer dizer que se você tem um jogo wave 3 que foi remendado com a partição de vídeo da wave 2 (também conhecido como pintar um alvo para a Microsoft mirar), o iXtreme 1.6 não vai inicializá-lo, mas o iXtreme 1.51 vai.

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Vou precisar de um novo firmware para jogar os jogos da Wave 4?
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SE você tem o iXtreme 1.5 ou abaixo, jogos wave 3 não vão funcionar e consequentemente os da wave 4 também não. Nesse caso, SIM  você precisa atualizar seu firmware!

SE você está no iXtreme 1.51 (Hitachi), então QUALQUER wave vai funcionar, incluindo a wave 4, porém você tem de ser ULTRA CUIDADOSO visto que você não vai estar protegido contra partições de vídeo corrompidas ou incorretas. Essa é uma das muitas razões para sempre utilizar o abgx360. Se um jogo for verificado completamente correto, jogá-lo no iXtreme 1.51 é seguro como jogá-lo no iXtreme 1.6 – isso inclui jogos wave 4.

SE você está com o iXtreme 1.51 (BenQ/LiteOn/Samsung), então SIM você tem de atualizar seu firmware!

SE você tem o iXtreme 1.6, você TAMBÉM pode jogar jogos da Wave 4 e acima, porém você vai precisar utilizar um disco especial de ativação. Isso foi adicionado ao firmware exatamente para esse caso – o disco ativa o modo “one-shot-boot”, essencialmente ele permite ao iXtreme 1.6 inicializar qualquer jogo que você coloque em seu drive, mesmo se ele não estiver propriamente “stealth”. Você simplesmente insere o disco no drive, deixa ele rodar (o Xbox vai dizer “play DVD” ou “reproduzir DVD”), então troque o disco pelo seu jogo wave 4. Você vai ter de fazer isso toda vez que quiser jogar um jogo wave 4 (ou superior). Não se preocupe, se o jogo tiver todos os dados Stealth o iXtreme 1.6 vai continuar usando esses dados, então se você inicializar um jogo VERIFICADO wave 4 usando este método, você deve estar tão a salvo quanto se estivesse inicializando um jogo wave 3.

O disco está disponível aqui: http://www.sendspace.com/file/5ed5xr e tem de ser gravado num disco DUAL LAYER, mas inteiramente na primeira layer (não configure uma layerbreak quando o imgBurn perguntar, mande ele gravar apenas na primeira layer).

Um novo firmware iXtreme vai ser eventualmente liberado com suporte a wave 4 (sem necessidade de disco de ativação), porém algum tempo vai se passar antes disso acontecer. Mesmo que Cars: Race-o-rama tenha sido o primeiro jogo a ser lançado com vídeo wave 4, não é necessariamente o priemiro jogo a ser prensado com ele. Também, durante uma transição de waves existem algumas exceções ao processo que precisam ser conhecidas. Não vai haver nenhuma previsão de tempo para isso, então não pergunte.

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E sobre o abgx360? Ele precisa ser atualizado?
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abgx360 1.0.1 (o mais recente nesta data) não reconhece uma imagem  wave 4 e vai relatar uma partição de vídeo possivelmente corrupta/PFI errado (bad PFI), porém o programa é capaz de continuar completando a verificação de jogos wave 4. Uma vez que um jogo wave 4 tenha sido verificado no banco de dados do abgx, ele vai continuar baixando o .ini e checar completamente a imagem. Se a imagem estiver correta, então os testes de stealth também passaram e portanto é seguro jogar como qualquer outro jogo wave 2 ou wave 3.

abgx360 v1.0.2 vai ser lançado com reconhecimento total da wave 4 numa maneira similar ao iXtreme; isso quer dizer depois que a data de transição for sabida e as exceções conhecidas.

Você pode obter mais informações e discutir sobre o assunto no Fórum Xbox 360, um fórum razoavelmente novo mas com uma comunidade cheia de figurinhas conhecidas e sem regras paranóicas sobre assuntos como hacking de Xbox 360, bittorrent, trackers e etc…

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Barba na navalha é o que há.

Posted: outubro 13th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Pessoal, Produtividade | Tags: ,

Eu costumava fazer barba em barbearias. Não salões, mas sim barbearias. Aqui em Brasília eu sempre fiz barba no Onofre, principalmente o do sudoeste. Isso porque eu sou chato com a minha barba, ela não é muito cheia nem nada, mas eu gosto de usar barba e acertar o formato que eu gosto de deixá-la não era simples. Só que cada barbeada numa boa barbearia custa uns 20 reais, e ainda depende de ir até o lugar o que pode ser complicado as vezes.

Claro, eu posso me barbear em casa, mas aqueles aparelhos de barbear elétricos não servem para barbas com formato como a minha, e as soluções descartáveis são absurdamente ruins, e eu terminava com pelos encravados e pele irritada.

Foi então que lendo o Art of Manliness que eu me lembrei de que meu pai se barbeava usando aqueles aparelhos antigões, que usam lâminas. O blog tem até um guia “How to shave like your grandpa“, que inspirou o Marco Aurélio do Jesus me Chicoteia a fazer algo parecido e criar uma série de três posts sobre o assunto: um, dois, três. Ele ainda foi mais longe e fez um vídeo explicando a parada.

Inspirado pela novidade e tentando resolver meu dilema bárbico, pedi pra minha digníssima procurar em SP os aparelhos, visto que em Brasília a chance de achar os mesmos era próxima de zero. Ela achou e por algumas semanas eu usei a safety razor, ou navalha de segurança, ou ainda, aparelho de barbear de velho.

Além disso, adquiri no Submarino um aparelho para aparar a barba da Wahl. Modelo 9966 ou Mini Groom. Ele está esgotado no momento mas recomendo, essa maquininha é bem simples de usar, gasta pouca pilha e é pequena o bastante para levar em viagens sem ser pequena demais para aparar um rosto inteiro.

Essa semana resolvi tentar algo diferente. A safety razor faz uma barba boa, mas ainda é difícil de controlar algumas coisas como fazer uma linha reta na barba, mais porque a lâmina fica escondida e as vezes não alcança o quanto devia. Dito isso resolvi recorrer ao Art of Manliness denovo e ao guia “The ultimate Straight Razor shaving guide“.

Claro, achar uma navalha boa é uma missão inglória aqui no Brasil. Eu vou realmente ter de encomendar no eBay ou coisa assim. Mas enquanto procurava os outros barbeadores a digníssima achou um navalhete e achou que eu acabaria gostando da coisa. Ou isso ou ela planeja me degolar, mas eu vou ir com a primeira opção. Por enquanto, pelo menos. :P

O que é um navalhete, você pode ter se perguntado e procurado no google. Basicamente, é uma navalha, mas com um dispositivo onde você pega uma lâmina (daquelas que você usa no barbeador de velho), corta no meio e usa essa metade para fazer a lâmina do navalhete. Olha aqui uma foto. Quem frequenta salões de beleza ou barbearias vai reconhecer que a maioria dos profissionais usa isso hoje em dia, porque isso faz com que a navalha use uma lâmina descartável.

De posse do navalhete, fui a guerra. Umideci uma toalha de rosto e deixei no microondas por 2 minutos, ficou tinindo de quente e coloquei no rosto por um tempo. Maravilha, deixou a barba mais macia e tal. Barbearias tradicionais/famosas como a Barbershop fazem a mesma coisa. Além dessa dica da toalha quente, descobri que a técnica de se limpar a navalha num bolo de papel higiênico é bem melhor para navalhas que usar agua da torneira como fazia com o barbeador de velho ou mesmo com os descartáveis de antigamente.

Depois de fazer todo o ritual, ou seja, barbear no sentido de crescimento do pelo, depois perpendicular ao crescimento do pelo e finalmente ao contrário do crescimento do pelo, a barba ficou retinha e simétrica e o rosto ficou liso como ficava depois das idas ao barbeiro. Com o bônus: sem pelos encravados, irritação da pele ou cortes.

Tá bom, teve um corte, mas só porque eu ainda estou me entendendo com raspar o bigode sem encostar na bochecha. Mas acho que pra isso eu tenho de emagrecer.

No final das contas:

  1. Navalha: Barato (cinco lâminas dão pra 10 barbeares e custam 3 reais), a barba fica rente e simétrica, demora mais tempo que os outros métodos, irrita menos e deixa menos pelos encravados.
  2. Barbeador/Safety Razor: Barato (uma lâmina por barbear), barba fica rente mas é difícil dar simetria, demora um tempo médio, sem irritação ou pelos encravados.
  3. Barbeador descartável: Caro (quatro lâminas de Mach 3 custam uns 20 reais e dão para umas 3 usadas), barba fica horrível, difícil de dar simetria, demora o menor tempo entre os métodos, irrita e encrava pelos.

Se eu pensar em alguma coisa a mais, coloco em outro post.

intel

PS: Na verdade, o navalhete é bem prático então nem sei se eu vou realmente comprar uma navalha original e tal no eBay. Ela tem de ser afiada, depende de usar pedra de amolação e aqueles strops de couro. O navalhete é prático e funciona igual, então ainda vai rolar um pensamento sobre o assunto. Talvez eu compre um navalhete de melhor qualidade, porque o que eu uso é meio level demais.

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(quase) Trocando o Prism por um script de 60 linhas

Posted: outubro 6th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Linux e Open Source, Programação | Tags: , , , , ,

Quase, mas quase mesmo.

O Prism é o antigo xulrunner da Mozilla. Básicamente é um browser capado para rodar aplicações web em janelas separadas do browser normal. Assim se a aplicação trava você não perde o browser, ou vice e versa. Eu uso bastante para rodar o gmail, o webmail do trabalho e o brizzly. O problema é que o treco é muito bloated. E da uns paus muito bizarros com SSL. E usa Gecko e mais uma estrutura gigante do Firefox por trás que não é bem necessário ao que ele se propõe.

Como o kov é minha musa inspiradora, resolvi dar uma fuçada no PyWebkitGTK e acabei escrevendo uma coisinha semi funcional em 60 linhas de Python :P . Chamei o script de prisw, tipo, Prism com o M invertido vira W de WebKit. Ta-dã.

A parte mais importante tá aí: ele lê arquivos de configuração e roda em janelas separadas. Eu só não parei de usar o Prism ainda porquê preciso:

  1. Colocar o código para que links clicados sejam passados para o OS (eu não quero abrir janelas e urls dentro da mesma app)
  2. Tratar o título da janela com relação a mudanças que acontecem no TITLE das páginas (gmail e brizzly fazem isso)
  3. Talvez colocar uma opção para mostrar uma barra de status, nem que seja para mostrar se o SSL está ativo
  4. Lidar com cookies. Atualmente, mesmo que eu peça para guardar informações de login/etc, essas infos não tem onde serem salvas.

O WebKit que eu estou usando tem alguns probleminhas também com dimensionamento de janela, mas parece que já estão resolvendo no upstream. Daqui umas 2 semanas eu revisito o código e quem sabe eu posso parar de usar Prism, e ainda ganhar as vantagens do WebKit (velocidade, javascript violentamente rápido, etc…).

Aliás, tenho de dizer que optparser e configparser fazem a vida ficar extremamente simples ao se lidar com linhas de comando e arquivos de configuração em python viu.

Sintam-se livres para baixar e fuçar o script, ele é GPL, claro.

intel

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