Testes de realidade

Tava pensando numa parada esses dias, pensei ainda mais na viagem aqui pra Amazônia (tô em Tabatinga a trabalho).
Imagina que você está tranquilamente viajando e olhando a as nuvens pela janela do avião. De repente, um gigantesco navio aparece cortando as nuvens e aborda o avião. Todos os passageiros entram em pânico, gritam e acham que vão morrer. Você claramente nota que todo mundo está vendo o mesmo que você. O navio então joga uma espécie de túnel, abre a porta do avião e algumas pessoas que você reconhece sendo amigos de outros lugares (outras cidades, etc…) te chamam e dizem que precisam de você para integrar a tripulação do navio. Todo mundo no avião olha para você com cara de WTF e você decide ir. O navio singra as nuvens e deixa o avião ir embora tranquilamente. Você vive 10 anos naquela tripulação até que um dia é abatido em combate e morre.
Enquanto isso, as pessoas no avião na verdade vêem você ter uma convulsão e entrar em estado catatônico, que dura 10 anos até que você tem um infarto e morre numa instituição mental qualquer.
O ponto é que não existe nenhuma forma de se ‘testar’ se uma dada realidade é a ‘real’, dadas as corretas interpretações. Para você, vivendo no navio voador, aqueles 10 anos são a realidade e por mais absurda que ela pareça, todos os impulsos externos que você recebe te provam aquilo. O que significa que não existe forma válida para testar que o que você vive agora é real.
Tenso.

Tava pensando numa parada esses dias, pensei ainda mais na viagem aqui pra Amazônia (tô em Tabatinga a trabalho).

Imagine que você está tranquilamente viajando e olhando a as nuvens pela janela do avião. De repente, um gigantesco navio aparece cortando as nuvens e aborda o avião. Todos os passageiros entram em pânico, gritam e acham que vão morrer. Você claramente nota que todo mundo está vendo o mesmo que você. O navio então joga uma espécie de túnel, abre a porta do avião e algumas pessoas que você reconhece sendo amigos de outros lugares (outras cidades, etc…) te chamam e dizem que precisam de você para integrar a tripulação do navio. Todo mundo no avião olha para você com cara de WTF e você decide ir. O navio singra as nuvens e deixa o avião ir embora tranquilamente. Você vive 10 anos naquela tripulação até que um dia é abatido em combate e morre.

Enquanto isso, as pessoas no avião na verdade vêem você ter uma convulsão e entrar em estado catatônico, que dura 10 anos até que você tem um infarto e morre numa instituição mental qualquer.

O ponto dessa elucubração é que não existe (ou eu não consigo ver) nenhuma forma de se ‘testar’ se uma realidade é ‘real’, tendo um certo número de informações/estímulos. Para você, vivendo no navio voador, aqueles 10 anos são a realidade e por mais absurda que ela pareça todos os impulsos externos que você recebe te provam aquilo. O que significa que não existe forma válida para testar que o que você vive agora é real.

Tenso.

intel.

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2 Comments

  1. Mario Araujo
    Posted 9 de fevereiro, 2010 at 14:26 | Permalink

    “aqueles 10 anos são a realidade e por mais absurda que ela pareça todos os impulsos externos que você recebe te provam aquilo.”
    Você quis dizer “internos” né? Porque se alguma coisa além do seu cérebro está te dando confirmação que você está no navio, tá rolando uma falha na Matrix :P

    Acho que a questão no que você escreveu é a diferença entre a “realidade de cada um” e a “realidade em si”. Realmente para uma pessoa com um delírio, não tem como provar que aquilo não é real, ainda mais os sentidos dela dando confirmação. Mas um delírio, por mais real que pareça, ainda é um delírio, certo? Acho que aí entra o externo, são as referências externas que acabam nos dando referência do que é “real” ou não.

  2. Sofía Hammoe
    Posted 10 de fevereiro, 2010 at 21:42 | Permalink

    No meu fuso interno são 22h20, onde eu estou sentada são 20h20 e na rua do lado são 19h20 #quehorassao?

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