As emocionantes aventuras de um sysadmin linux na procura pelo uptime perfeito!

Novo embondo

Posted: março 17th, 2010 | Author: coredump | Filed under: Literatura, Pessoal | Tags: ,

Quase todo mundo já deve saber disso, mas não custa repetir aqui: estou fazendo umas tirinhas, atualização duas vezes por semana (terças e quintas).

Viste o site para saber mais.

intel.

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Auto promoção sem vergonha

Posted: fevereiro 21st, 2010 | Author: coredump | Filed under: Cybermundo, Literatura | Tags: , ,

Vistem hoje mesmo a minha tentativa de ser mais legal que XKCD e menos chato que Malvados, mas igualmente mal desenhado.

http://meh.core.eti.br/

No caso deles, é escolha artística, no meu caso é falta de capacidade mesmo :)

intel

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Testes de realidade

Posted: fevereiro 9th, 2010 | Author: coredump | Filed under: Literatura, Pessoal | Tags:
Tava pensando numa parada esses dias, pensei ainda mais na viagem aqui pra Amazônia (tô em Tabatinga a trabalho).
Imagina que você está tranquilamente viajando e olhando a as nuvens pela janela do avião. De repente, um gigantesco navio aparece cortando as nuvens e aborda o avião. Todos os passageiros entram em pânico, gritam e acham que vão morrer. Você claramente nota que todo mundo está vendo o mesmo que você. O navio então joga uma espécie de túnel, abre a porta do avião e algumas pessoas que você reconhece sendo amigos de outros lugares (outras cidades, etc…) te chamam e dizem que precisam de você para integrar a tripulação do navio. Todo mundo no avião olha para você com cara de WTF e você decide ir. O navio singra as nuvens e deixa o avião ir embora tranquilamente. Você vive 10 anos naquela tripulação até que um dia é abatido em combate e morre.
Enquanto isso, as pessoas no avião na verdade vêem você ter uma convulsão e entrar em estado catatônico, que dura 10 anos até que você tem um infarto e morre numa instituição mental qualquer.
O ponto é que não existe nenhuma forma de se ‘testar’ se uma dada realidade é a ‘real’, dadas as corretas interpretações. Para você, vivendo no navio voador, aqueles 10 anos são a realidade e por mais absurda que ela pareça, todos os impulsos externos que você recebe te provam aquilo. O que significa que não existe forma válida para testar que o que você vive agora é real.
Tenso.

Tava pensando numa parada esses dias, pensei ainda mais na viagem aqui pra Amazônia (tô em Tabatinga a trabalho).

Imagine que você está tranquilamente viajando e olhando a as nuvens pela janela do avião. De repente, um gigantesco navio aparece cortando as nuvens e aborda o avião. Todos os passageiros entram em pânico, gritam e acham que vão morrer. Você claramente nota que todo mundo está vendo o mesmo que você. O navio então joga uma espécie de túnel, abre a porta do avião e algumas pessoas que você reconhece sendo amigos de outros lugares (outras cidades, etc…) te chamam e dizem que precisam de você para integrar a tripulação do navio. Todo mundo no avião olha para você com cara de WTF e você decide ir. O navio singra as nuvens e deixa o avião ir embora tranquilamente. Você vive 10 anos naquela tripulação até que um dia é abatido em combate e morre.

Enquanto isso, as pessoas no avião na verdade vêem você ter uma convulsão e entrar em estado catatônico, que dura 10 anos até que você tem um infarto e morre numa instituição mental qualquer.

O ponto dessa elucubração é que não existe (ou eu não consigo ver) nenhuma forma de se ‘testar’ se uma realidade é ‘real’, tendo um certo número de informações/estímulos. Para você, vivendo no navio voador, aqueles 10 anos são a realidade e por mais absurda que ela pareça todos os impulsos externos que você recebe te provam aquilo. O que significa que não existe forma válida para testar que o que você vive agora é real.

Tenso.

intel.

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Resenha: Percy Jackson e os Olimpianos

Posted: setembro 18th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Literatura | Tags:

E ae, eu e a Lilian acabamos de ler a série “Percy Jackson and the Olympians”. É uma série bem juvenil/young adult que tem recebido boas críticas, tipo comparando com Harry Potter e tal. O escritor é Rick Riordan e o primeiro livro da série virou filme e vai ser lançado em 2010.

Eu achei bem legal a história, os livros não são grandes, tem em média 350 páginas. Eu li o último volume ontem a noite das 20:00 as 01:00.

A história é mais ou menos assim: Percy Jackson é um semi-deus, mas só descobre isso quando tem 12 anos e está denovo sendo expulso da escola. Durante o primeiro livro ele descobre que os deuses do Olimpo ainda existem e continuam por ai fazendo filhos, e que esses filhos passam os verões num acampamento de férias onde treinam e aprendem a controlar os poderes e tal. O livro tem toda parafernália da mitologia grega: deuses, heróis, profecias, monstros sem pé nem cabeça (como a porra do porco com asa de morcego e o cavalo com traseira de galo, puta que pariu que porra louca esses gregos).
A aventura é bem legal também, bem escrita. O livro falha um pouco (e para mim) porque ele é escrito de forma bem simples, para o publico alvo dele mesmo, então ele não chega a ser denso como um Harry Potter onde os livros te emocionam, personagens morrem e você fica em depressão profunda e tal, mas mesmo assim é legalzinho. Então não é um problema do livro, eu que sou velho demais pra ele :P

Os livros:

  • O Ladrão de Raios
    • Apresenta o cenário dos livros e os personagens principais, envolve os três maiores deuses do Olimpo (Zeus, Poseidon e Hades) em uma trama para causar uma guerra
  • O Mar de Monstros
    • Os heróis tem de achar a ilha de Polifemo e o Velino de Ouro das lendas para salvar o acampamento dos half-bloods
  • The Titan’s Curse (não lançado aqui ainda)
    • A guerra começa a ficar mais próxima, e os heróis tem de lidar com um sequestro e a tal maldição
  • The Battle of the Labyrinth (não lançado aqui ainda)
    • O labirinto do minotauro e a história de Dédalo, pai de Ícaro, tem papéis importantes no livro
  • The Last Olympian (não lançado aqui ainda)
    • O final da série, com grandes batalhas e decisões. É um livrinho bem legal e que não se consegue parar de ler.

Fica a dica.

intel

PS: O porco voador realmente existe nos mitos gregos, chama Crommyonian Sow ou  Clazmonian Sow e eu não tenho a menor idéia de como traduziram isso, Teseu foi quem o enfrentou. O cavalo com traseira de galo é o Hippalektryon.

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Twilight Series por Stephenie Meyer, minha resenha

Posted: janeiro 29th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Literatura | Tags: , ,

Se você gosta de livros ou mesmo se não gosta e não mora numa caverna, já deve ter ouvido falar do fenômeno Twilight. Uma série de quatro livros escritos por Stephenie Meyer que narra a hisória de Bella Swan, uma adolescente normal, e um triângulo amoroso entre um Vampiro (Edward) e um Lobisomem (Jacob). O primeiro livro da série foi recentemente lançado como filme nos cinemas (ainda se acha em cartaz aqui em Brasília).

Dito isso, saibam que eu não ia inicialmente ler a série. Achei o plot tosco e eu tenho um certo asco natural a literatura young-adult muito melosa. A minha esposa (Li) leu todos os 4, gostou, e eu pedi para ela me contar a história inteira. Quase tive engulhos. Resolvemos assistir o filme e eu achei o filme tão ruim, mas tão ruim, com uma história tão fraca e uns atores tão pebas que eu resolvi ler os livros para conferir se era ruim daquele jeito mesmo ou se foi só uma adaptação feita ‘nas coxas’.

O que eu concluí foi que a adaptação realmente não ficou boa para o cinema. A história tem seus méritos e personagens/partes boas. O que fode tudo é que os personagens bons não são os protagonistas, são os coadjuvantes.

SPOILERS A PARTIR DAQUI, NÃO LEIA SE NÃO QUISER SABER DETALHES DOS DIVERSOS LIVROS

Convenhamos, a Stephenie Meyer falhou ao criar a Bella e o Edward. A Bella é completamente sem sal. Tudo bem que ela devia ser uma “adolescente comum que não chama muito a atenção”, mas as vezes beira ao retardo. Sem contar que, como outros já criticaram, a Stephanie Meyer gasta PARÁGRAFOS para as descrições de como a Bella vê o Edward. Isso mesmo, parágrafos inteiros dela descrevendo como a camisa dele se molda ao corpo, como os olhos dele brilham, como o rosto dele é perfeito… Depois da segunda vez que ela fez isso eu me especializei em pular esses parágrafos. A outra crítica que eu tenho ao personagem Bella é a aparente futilidade de suas escolhas… Mas isso eu reclamo mais na frente.

O Edward. Esse sim me dá nos nervos. Primeiro, porque como eu ja disse eu tenho uma certa ojeriza de personagens vampiros em geral (a não ser que seja a Kate Beckinsale). O Edward me irritou bastante nos três primeiros livros. No quarto livro ele aparece tão pouco (já que eu pulo a maioria dos encontros entre ele e a Bella) que nem me importei. Depois de um certo tempo e conversando com a Li eu cheguei a uma teoria que parece estar correta (e ela concorda comigo): o Edward é na verdade um personagem feminino. A Stephanie Meyer escreveu o Edward como se ele fosse uma mulher: ele é bonito, inteligente, forte, apaixonado, prendado, elegante, etc… Na verdade, se você trocar o nome do Edward para Linda ou Shirley, Twilight se torna um triangulo amoroso com muito mais sentido, e você nem precisa mudar o texto, porque o Edward age como mulher também. Ele é tão irreal que dá para entender o porque de tantas adolescentes serem loucamente apaixonadas pelo personagem.

A irrealidade dele me leva a falar da terceira ponta do triângulo principal de personagems, Jacob. Esse sim é um personagem que parece de verdade, e age como um homem. É fácil de gostar do Jacob porque ele é o personagem que SOFRE e que tem as reações mais parecidas com uma pessoa de verdade. Na verdade, todo o núcleo de personagens que cerca Jacob e as duas alcatéias de Lobisomens parece muito mais terreno e de verdade que o resto dos personagens.

E isso é minha crítica final ao livro. Acho que a autora na tentativa de fazer os Vampiros parecerem seres sobrenaturais tentando viver no “mundo real”  acabou fazendo com que eles ficassem aliens DEMAIS, e pra mim eles soam muito deslocados e bidimensionais. Com o nascimento da Renesmee então, tudo degringola pro pior.

No mais, os livros são preguentos, daquele tipo que você não quer parar de ler até chegar no final, mesmo quando a história fica RUIM de doer (como o primeiro capítulo do livro 4, detestável). Eles parecem grandes, mas eles usam uma fonte gigante, eu li os 4 livros em 1 semana ou menos (em inglês, não sei o tamanho deles em português). Aconselho, mas para os garotos/homens que lerem sigam minha dica: pulem o romancinho mela calcinha ou vocês vão detestar.

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