As emocionantes aventuras de um sysadmin linux na procura pelo uptime perfeito!

Sobre o novo sistema de avaliação de palestras do FISL

Posted: junho 24th, 2010 | Author: coredump | Filed under: Linux e Open Source | Tags: ,

Esse post é uma rant. Nem é tão pela minha palestra não ter sido chamada, é mais pela esquisitisse da coisa.

Para quem não sabe, o FISL mudou a avaliação esse ano. Basicamente, organizaram as palestras em duplas, como se fosse um campeonato, e todo mundo que submeteu palestras ganhou tokens para avaliar 5 palestras, funcionando como um campeonato de Xadrez: você podia escolher qual das duas palestras “ganhava” entre as duas avaliadas, se “empatava” ou ainda podia pular aquelas duas e ir para outras palestras.

Os problemas na minha opinião começam exatamente na opção de ‘pular’ as palestras. Com isso eu pude simplesmente ficar pulando as palestras até cair em uma que eu conhecesse o palestrante ou o assunto e escolhesse aquela. Eu espero que o sistema tenha sido desenhado de forma que todas as palestras recebessem o mesmo número de votos!

O outro problema é que essa forma de avaliação virou um concurso de popularidade. Obviamente as pessoas escolheram palestras de pessoas que conheciam, ou de assuntos extremamente populares mas não necessariamente relevantes.

Alguns exemplos: Se você usa Java, o FISL não vai ser um lugar interessante para você. Das 20 palestras na trilha PHP/Java, só 3 falam de Java. Na trilha de assuntos emergentes, 5 das 10 palestras são sobre Cloud Computing e 2 sobre virtualização (que é bem ali, pregado em Cloud Computing).

Esse efeito parece ser menos acentuado nas trilhas mais especializadas, como a de Kernel e a de Segurança, mas mesmo assim o que se observa é que os assuntos ‘populares’ foram escolhidos a revelia de assuntos que poderiam ser interessantes, mas que os ‘avaliadores’ (palestrantes) não tinham como julgar.

Por exemplo, na trilha de Desenvolvimento (outras linguagens) você tem palestras sobre Javascript, MySQL Stored Procedures e  Shell Script, mas deixaram palestras sobre Clojure, Scala e C de fora. Isso só demonstra que as pessoas que estavam avaliando estavam pensando no pop, não no realmente interessante. Se você analisar bem as trilhas, vai ver que as palestras escolhidas são sempre as que apresentam uma solução (nem sempre nova), enquanto as que são de aprofundamento em algum assunto ou ferramenta são largadas de lado.

Isso vai de encontro ao que se espera do FISL: palestras que mostrem para quem já trabalha na área temas tecnicamente atraentes ou assuntos populares/básicos? Precisamos realmente de tantas palestras de PHP e Cloud Computing, deixando de fora assuntos não populares mas extremamente interessantes? Eu preferiria ver palestras sobre novas linguagens como Scala e Clojure do que MAIS UMA palestra sobre Shell Script, mas aparentemente eu sou a minoria :)

Acho que é muito bonito isso de ‘democratizar a escolha das palestras’, mas ainda acho que esse tipo de coisa tem de ser resolvida na base de benevolent dictatorship mesmo, ou pelo menos uma forma de garantir que um certo nível de homogeneidade seja mantida.

intel

PS: Claro, a sempre presente palestra “Mulheres e Software Livre” está lá de novo esse ano. É quase uma presença tão garantida quanto o Maddog.

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Testes de realidade

Posted: fevereiro 9th, 2010 | Author: coredump | Filed under: Literatura, Pessoal | Tags:
Tava pensando numa parada esses dias, pensei ainda mais na viagem aqui pra Amazônia (tô em Tabatinga a trabalho).
Imagina que você está tranquilamente viajando e olhando a as nuvens pela janela do avião. De repente, um gigantesco navio aparece cortando as nuvens e aborda o avião. Todos os passageiros entram em pânico, gritam e acham que vão morrer. Você claramente nota que todo mundo está vendo o mesmo que você. O navio então joga uma espécie de túnel, abre a porta do avião e algumas pessoas que você reconhece sendo amigos de outros lugares (outras cidades, etc…) te chamam e dizem que precisam de você para integrar a tripulação do navio. Todo mundo no avião olha para você com cara de WTF e você decide ir. O navio singra as nuvens e deixa o avião ir embora tranquilamente. Você vive 10 anos naquela tripulação até que um dia é abatido em combate e morre.
Enquanto isso, as pessoas no avião na verdade vêem você ter uma convulsão e entrar em estado catatônico, que dura 10 anos até que você tem um infarto e morre numa instituição mental qualquer.
O ponto é que não existe nenhuma forma de se ‘testar’ se uma dada realidade é a ‘real’, dadas as corretas interpretações. Para você, vivendo no navio voador, aqueles 10 anos são a realidade e por mais absurda que ela pareça, todos os impulsos externos que você recebe te provam aquilo. O que significa que não existe forma válida para testar que o que você vive agora é real.
Tenso.

Tava pensando numa parada esses dias, pensei ainda mais na viagem aqui pra Amazônia (tô em Tabatinga a trabalho).

Imagine que você está tranquilamente viajando e olhando a as nuvens pela janela do avião. De repente, um gigantesco navio aparece cortando as nuvens e aborda o avião. Todos os passageiros entram em pânico, gritam e acham que vão morrer. Você claramente nota que todo mundo está vendo o mesmo que você. O navio então joga uma espécie de túnel, abre a porta do avião e algumas pessoas que você reconhece sendo amigos de outros lugares (outras cidades, etc…) te chamam e dizem que precisam de você para integrar a tripulação do navio. Todo mundo no avião olha para você com cara de WTF e você decide ir. O navio singra as nuvens e deixa o avião ir embora tranquilamente. Você vive 10 anos naquela tripulação até que um dia é abatido em combate e morre.

Enquanto isso, as pessoas no avião na verdade vêem você ter uma convulsão e entrar em estado catatônico, que dura 10 anos até que você tem um infarto e morre numa instituição mental qualquer.

O ponto dessa elucubração é que não existe (ou eu não consigo ver) nenhuma forma de se ‘testar’ se uma realidade é ‘real’, tendo um certo número de informações/estímulos. Para você, vivendo no navio voador, aqueles 10 anos são a realidade e por mais absurda que ela pareça todos os impulsos externos que você recebe te provam aquilo. O que significa que não existe forma válida para testar que o que você vive agora é real.

Tenso.

intel.

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Minha mensagem de natal.

Posted: dezembro 24th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Pessoal | Tags:

Em 25 de dezembro, um Salvador nasceu.

Ele revelou a Verdade eterna, trazendo alegria para milhões.

Ele impressionou o mundo com seu comando sobre a Natureza.

Ele mudou a história para sempre.

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Diferença de Presente e Agrado

Posted: novembro 23rd, 2009 | Author: coredump | Filed under: Pessoal | Tags: ,

Detesto ganhar roupas. E sapatos. Na verdade, em qualquer oportunidade onde as pessoas sentem necessidade de dar presente, odeio ganhar estas coisas “úteis”.

Cheguei a conclusão de que eu precisava de uma definição, então vá lá: Presente são coisas que você não precisa, mas teria prazer em ganhar ou gostaria de comprar mas nunca sobra aquela grana extra. Exemplos: tudo da Think Geek, jogos, aparelhos eletrônicos. Já essas coisas que as pessoas te dão por utilidade, são Agrados: aí se encaixam roupas, sapatos (a não ser que seja um sapato muito diferente, dai ele é presente).

Basicamente, qualquer coisa que alguém te dá “porque você estava precisando”, não pode ser considerado presente. Não tem Wow factor.

intel

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Até mais, Dpádua

Posted: novembro 20th, 2009 | Author: coredump | Filed under: Cybermundo, Pessoal | Tags: ,

Monólogo ao pé do ouvido, Chico Science.

Modernizar o passado
É uma evolução musical
Cadê as notas que estavam aqui
Não preciso delas!
Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
O medo dá origem ao mal
O homem coletivo sente a necessidade de lutar
o orgulho, a arrogância, a glória
Enche a imaginação de domínio
São demônios, os que destroem o poder bravio da humanidade
Viva Zapata!
Viva Sandino!
Viva Zumbi!
Antônio Conselheiro!
Todos os panteras negras
Lampião, sua imagem e semelhança
Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia.

Eu sei que ali entre os panteras negras e Lampião tem um lugar reservado pro Dpádua.

Sem palavras. Ficamos #dpaduando daqui, e nos encontramos mais tarde, com certeza.

intel.

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