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Resenha: The Eye of the World

Posted: março 10th, 2008 | Author: coredump | Filed under: Literatura | Tags: , ,

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http://core.eti.br/library/robert-jordan/the-eye-of-the-world-the-wheel-of-time-book-1/

Desde muito eu fica na Livraria Cultura namorando os livros de Wheel of Time, só que eles nunca tinham o volume 1 e eu sempre esquecia de pedir, ou algo assim. Finalmente, mês passado consegui uma cópia do Eye of The World, Book 1 of the Wheel of Time, com o Larcher.

O livro lembra muito Tolkien em certas partes, e o autor disse em várias entrevistas que esta era mesmo a intenção deles. Dependendo de como você ler, pode até pensar que é uma cópia descarada. Mas as semelhanças só vão até um certo ponto. Wheel of Time tem uma política e sociedade mais complicada que LoTR e nada maniqueísta. Existem os bons, os maus, os anti-heróis e todas as shades of grey que fazem a história ficar interessante.

Wheel of Time foi planejado para 12 livros. Isso deixa espaço para o autor detalhar e muitas vezes super-detalhar certas coisas. Não fica chato em nenhuma hora e a história por enquanto não tem muitos side plots, o que é interessante. A leitura é fácil, mas eu não sei se foi traduzido então só posso falar do inglês.

Todo o conceito de Wheel of Time gira em torno da própria história cíclica do mundo. O mal (encarnado pelo Dark One) se levanta e os poderes da Light se encarregam de levantar um novo campeão (chamado Dragon) para lugar contra as forças do Dark One. Isso acontece a eras e eras. O livro se passa na terceira era (hmm, tenho de checar isso). Magia é a capacidade de certas pessoas ‘tocarem a True Source‘ e possui duas polaridades, uma mais fácil para mulheres e outra para homens. Quando a história começa, a parte masculina da True Source está envenenada pelo Dark One e só mulheres usam magia (os homens tem de ser ‘cortados’ da fonte quando são descobertos, pois eles enlouquecem e merda acontece).

A história tem suas horas épicas mas nada ainda no nível da Batalha nos Campos de Pelennor, até porque é a primeira parte de uma história gigantesca e intrincada. Além disso, estou lendo o segundo volume e a história ainda tem várias características de amadurecimento dos personagens e pelo que vi esta fase pode durar até o terceiro volume. Personagens principais ainda estão descobrindo suas histórias e habilidades e outros estão indo para treinamentos e similares.

Não se engane pensando que a história é devagar ou coisa assim, porém. Eu estou viciado nos livros e eles são realmente muito bons. Aparentemente, os plots se multiplicam pelos livros. Recomendo completamente. Eu estava sentindo falta de uma longa série para ler dese LoTR e Harry Potter. :P

Uma última nota, 11 dos 12 livros já foram lançados, mas Robert Jordan (o autor) morreu antes do 12º ficar pronto. Mesmo assim ele deixou notas extensas e bem detalhadas do que ele queria para o final, e a Tor Books contratou um outro autor (que a viúva do Robert Jordan escolheu pela semelhança de estilos) para escrever o último livro, A Memory of Light, que deve sair em 2009.

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Resenha: Ender’s Game

Posted: fevereiro 10th, 2008 | Author: coredump | Filed under: Literatura | Tags: ,

Entrada no Library: http://core.eti.br/library/orson-scott-card/enders-game/

Em português, Ender’s Game virou “O jogo do exterminador”. Eu achava que o pior título traduzido era “O Físico” (original: The Physician, sacou o falso cognato?) mas Ender virar Exterminador foi demais.

Ender’s é uma fantástica ficção científica. Fantástica mesmo, do tipo que tinha de virar filme e colocar no chinelo muito filmeco por aí. Eu acho que a história de Ender’s Game fica pau a pau com Blade Runner, e olha que eu acho Blade Runner assunto religioso indiscutível. Ender’s Game pode ser considerado ficção de nível médio, existem alguns conceitos científicos reais usados de forma exagerada mas nada de mirabolante demais.

A premissa do livro é o treinamento de uma criança (de 6 anos no início do livro) chamada Andrew para se tornar o novo general-estrategista da International Fleet, que é a frota de naves espaciais de guerra do planet Terra. O objetivo disso é lutar contra a invasão de alienígenas chamados Buggers em inglês. Alias, Buggers foi traduzido como Abelhudos. WTF! Na pior das hipóteses eles seriam Formigudos porque no próprio livro descreve-se os Buggers como “uma raça evoluída mas que mantém algumas características de sua origem parecida com formigas”.

Existe ainda uma história paralela ao treinamento de Ender, falando de seus dois irmãos que ficaram na Terra (o treinamento é feito em escolas que ficam em órbita terrestre). Valentine e Peter levantam algumas questões sobre política e as relações internacionais no mundo da Terra unida sob o medo de uma terceira invasão dos Buggers.

O livro é ótimo, recomendado de cabo a rabo. Além disso ele é só o primeiro livro de uma série de histórias envolvendo o universo criado por Orson Scott Card, Ender e derivados, mas pode ser lido stand alone sem medo de ficar com cara de interrogação no final se perguntando “cadê o final”.

intel

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Resenha: Next, por Michael Crichton

Posted: janeiro 30th, 2008 | Author: coredump | Filed under: Literatura | Tags: ,

Eu vou começar a postar resenhas dos livros que eu tenho lido, pelo menos isso garante uns dois posts por mês.

Entrada no Library: http://core.eti.br/library/michael-crichton/next/

Eu gosto do gênero que chamam de Techno Thriller, e o mestre desse gênero é o Michael Crichton. Além dos clássicos dele serm muito bons (Jurassic Park, Congo), ele ainda escreve uns livros instigadores. Gostei muito de Prey, achei State of Fear intrigante e bem escrito, mas esse mais recente chamado Next foi lamentável. Não sei se foi o assunto que me incomodou ou se foi como foi escrito, mas só consegui ler até o final com muita força de vontade.

O livro é organizado como várias histórias diferentes, acontecendo ao mesmo tempo, levemente interligadas, todas com o mesmo assunto: manipulação genética e células tronco. Algumas das histórias são realmente interessantes mas todas elas se tornam por demais bizarras do meio para a frente. Além disso a discussão jurídica e legal sobre genética pega um pouco pesado para mim e me dava dor de cabeça.

Então, leia com cuidado. Para os fãs incondicionais, é mais um livro do Crichton, para quem quer ler alguma ficção exagerada com base em fatos reais, sobre toda essa questão genética, é um prato cheio.

intel

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